iPhone Hoje 86: Cercas reais e virtuais

Neste podcast sem…estral de tecnologia, Alexandre Costa nos fala sobre como usar o novo Chrome para iOS como browser padrão sem Jailbreak! (ou quase), Com jailbreak. usando o BrowserChoose do desenvolvedor Ryan Petrich instalando o repositório rpetri.ch/repo, no Cydia, como usar geofence no omnifocus, e como saber que um app está usando seu GPS na surdina.

Bookmarklet para abrir endereços visualizados no Safari Móvel no Chrome para iOS:

javascript:location.href=“googlechrome”+location.href.substring(4);

Links do Episódio:

PDF Expert — o melhor leitor (e marcador) de PDFs da App Store

Sou usuário do PDF Expert desde pouco depois de seu lançamento. Quando o comprei, em dezembro de 2010, estava buscando um app que me permitisse o preenchimento de formulários PDF no iPad.

Testei várias alternativas, incluindo o novo PDFPen, da Smile Software, cujo app para Mac eu já usava, para produzir os formulários PDFs que tinha necessidade de preencher.

Mas, para lidar com PDFs longos, incluindo aqueles com imagens, o PDFPen tem um ligeiro atraso na renderização, que prejudica a experiência de leitura. Isso não acontece com o PDF Expert.

Não sei se há uma renderização contínua, mas, dos apps que testei, é o que oferece o fluxo mais natural de leitura, a resposta mais imediata.

Dá para fazer diversos tipos de ações no PDF, incluindo assinatura, grifo e marcador de texto. Pode exportar o documento para outro app, via e-mail, dropbox, ou qualquer servidor DropDav.

Na verdade, o próprio app funciona como um servidor DropDav, que pode ser montado no Mac (Ou no windows) como uma pasta de rede, para que você transfira seus arquivos para lá com a maior facilidade.

A Readdle, empresa que faz o PDF Expert, concedeu ao iTH um promocode, que estamos sorteando entre os ouvintes que curtiram a página no Facebook. O preço do App na App Store é $ 9,99, então, é um belo presente.

Para participar, basta curtir a página do iTech Hoje no Facebook. O Ganhador será anunciado no iTH16, e receberá o código via DM no Twitter (tem que estar seguindo nosso perfil no twitter também ;-) ).

Um grande abraço, e se você for como eu, e passar o carnaval lendo, é uma boa pedida, para ler seus PDFs…

Fluxo de Trabalho para a produção do iTech Hoje

Algumas pessoas me escrevem pedindo para publicar meu fluxo de trabalho no iPhone Hoje e iTech Hoje. Essa é minha receita pessoal. Vladimir Campos, quando edita, usa outras ferramentas, embora tenhamos combinado alguns padrões para a compressão, usando o consagrado Garage Band para editar e exportar o arquivo final.

Ferramentas

Vamos aos programas que uso para a gravação:

Passos

Sequencialmente, fazemos o seguinte:

  • Gravação
  • Mixagem
  • Edição
  • Exportação
  • Publicação

Juntando tudo

Caso seja um episódio solo, (do tipo que tem se tornado raro nestes dias) a gravação é realizada direto no Garage Band. Na maioria das vezes, hoje em dia, o primeiro passo na gravação de um podcast, mesmo se for iPhone Hoje, é ligar o Skype.

O Excelente Audio Hijack Pro, da Rogue Amoeba, captura o áudio do Skype, separando a minha faixa da dos demais participantes do Podcast. A saída deste processo é um arquivo estéreo, com minha voz à esquerda e a do pessoal à direita (ou o contrário, tanto faz). A importância deste passo é realizar certas operações apenas na minha voz, que geralmente, quando é gravada em mono a partir da captura do Skype fica em um volume muito baixo em relação às outras (não sei exatamente por quê).

Este arquivo estéreo é então importado no audacity, um programa open source e multiplataforma para edição de áudio. No audacity, separo a faixa estéreo em duas mono, exporto a faixa correspondente à minha voz (em formato AIFF, descomprimido), e a passo pelo Levelator, um programa “mágico”, que só faz uma coisa: Aumentar o volume de tudo o que é voz, e diminuir tudo o que é ruído de fundo. É um programa gratuito, desenvolvido pela Conversations Network, uma rede americana de podcasts.

O próximo passo é apagar, no audacity, a faixa mono correspondente à minha voz (a que foi gravada com volume reduzido) e importar a que foi processada pelo levelator. Nem preciso me preocupar com a sincronia, pois o tamanho final da faixa, sua duração, e seu tempo é exatamente igual à faixa original, exceto pelo volume da fala (percebido pela espessura da ‘onda’ representada visualmente na janela do audacity).

A partir daí, exporto o projeto do audacity inteiro em AIFF. A saída desse processo é o arquivo que será editado no Garage Band. Após a edição, na qual corto os silêncios excessivos, nossas gagueiras e excessos verbais, e introduzo efeitos “engraçadinhos” e músicas, o episódio está pronto para ser exportado para o iTunes.

Nossos settings padrão, do iTech Hoje, são qualidade máxima no arquivo MP3, pois a compressão desse tipo de arquivo é muito deficiente, necessitando menor compressão para uma melhor qualidade. Como é um formato universal de distribuição de arquivos de áudio na internet, decidimos em seu favor, em detrimento do AAC, que restringiria a audiência àqueles com dispositivos capazes de reproduzir este formato (embora poucos hoje em dia não possuam essa funcionalidade).

Após a exportação, localizo o arquivo MP3 resultante no finder e envio para a pasta de podcasts do iTech Hoje, usando o cliente de FTP Flow. Normalmente, o post já vai ter sido preparado, com todos os links, pelo Otavio Cordeiro, portanto, a única coisa que me resta fazer depois é publicar o episódio.

Gostou do meu fluxo de trabalho? Faz diferente? Comenta aí embaixo! ;-)

iPhone Hoje #85: Uma entrevista com Pedro Franceschi, o brasileiro de 15 anos que hackeou a Siri, e a ensinou a falar português

Entrevista com Pedro Henrique Franceschi, o cara que hackeou a siri para ela entender português.

Links do episódio

Música de encerramento

 

iPhone Hoje #84: Retrospectiva 2011

O primeiro iPhone Hoje de 2012, gravado, editado e liberado em 01/01/2012. Contém uma retrospectiva das principais notícias sobre a Apple ao longo de 2011, mês a mês.

Links mencionados no episódio:

iTunes Match: como usar o novo serviço da Apple

Essa semana, tivemos uma notícia boa, e outra ruim, com a Apple. A boa é que somos o segundo país do planeta a ter o iTunes Match disponibilizado. Como não somos lá o mercado preferido da gigante de Cupertino, o cego desconfia dessa esmola excessiva: deve ter a ver com os índices de pirataria digital do Brasil, que estão entre os maiores do mundo. A má notícia são os preços dos iPhones, mas vou deixar para falar disso em outro post.
Ainda assim, o serviço é muito bom, e o preço, atrativo. Para quem curte muito música, como eu, indispensável. Custa 30 dólares por ano. Por este valor, pega seus mp3 de 128kbps, analisa, compara com o acêrvo da iTunes Music Store brasileira, outro serviço disponibilizado para nós no começo da semana passada, e lhe entrega um novo atributo para cada música da sua biblioteca: Estado do iCloud.
Este atributo varia entre quatro resultados fixos: Disponibilizado, Comprado, Carregado e Inadequado.

Disponibilizado

Significa que as suas músicas tiveram match, ou seja, encontraram correspondência com cópias músicas da iTunes Store. E por que isso é bom? porque a maioria das músicas que você pirateou ripou, têm taxa de bits entre 128 e 320 kbps e são em formato mp3, ou seja, as deles (AAC, 256kbps) soam melhores. Claro que você pode já ter ripado suas músicas em formato aac com taxa de bits 256kbps, ou até 320kbps. Neste caso, você não precisaria do serviço. Por este motivo, a Apple foi criticada por dar alforria aos piratas digitais, ou mesmo incentivar a pirataria, pela bagatela de 30 Obamas. Acontece, que, além dessa “mágica” com as músicas, a Apple também guarda as remanescentes na nuvem. O iTunes Match é parte do projeto iCloud.

Note que, quando você assina o serviço, suas músicas não se transformam “automagicamente” em AAC: você precisa removê-las manualmente, e dar o comando para baixá-las novamente. Explico como fazer isso no screencast abaixo:

Agora, quando você apaga uma música, não apaga a “roupa” dela no iTunes, ou seja, tags, imagens de capa, letras. Apenas o arquivo vai para o ralo. Quando você manda descer outro quentinho da nuvem para você, as tags e a arte do álbum a serem utilizados não serão os da iTunes Store, serão os seus.

Comprado

Obviamente, só ganham este estado as músicas que você comprou. Steve Jobs, antes de partir para seu destino no além, prometeu que o iTunes Match trataria as músicas “disponibilizadas” com o mesmo status das compradas, mas não é bem assim: você pode não pagar a gorjeta do ano que vem, e a Apple graciosamente atirará suas preciosas ripagens no limbo escuro da Internet. Quanto à sua música comprada, estará eternamente armazenada no iCloud à sua disposição. Ou assim querem nos fazer acreditar os mantras da era digital (E as mega fazendas digitais de servidores da Apple).

Carregado

A essa altura, você já deve ter deduzido que, aquelas músicas que – por algum motivo – não puderam ser disponibilizadas na iTunes Music Store, precisam também ser armazenadas na nuvem. Afinal, o iTunes Match é um serviço de armazenamento ilimitado. Você leu certo: ilimitado. O espaço ocupado pelas suas músicas não é contabilizado nos 5GB grátis do iCloud. Se você não tivesse nenhum motivo para assinar o iCloud, este seria um relevante. A não ser que você seja um audiochato que só escuta músicas em formato lossless. Se for, não assine, pois parte do seu acêrvo digital não será armazenado na nuvem (a maior parte, graças ao acêrvo planetário da iTunes Music Store).
Estas músicas só estarão presentes no seu sistema de armazenamento local, e se forem apagadas acidentalmente, serão substituídas por cópias “inaudíveis” em AAC 256 kbps.

Inadequado

Estas são músicas com taxa de bits abaixo de 128kbps. Pode haver alguma limitação técnica que desconheço para este bloqueio, mas o que parece é que músicas com taxas de bits inferiores a 128kbps são provavelmente baixadas de algum site vagabundo, destes que ficam pedindo o número do seu celular para você roubar conteúdo e bancar o “trabalho” deles.
No entanto, é perfeitamente possível contornar este problema. No vídeo acima, também explico como contornar este problema.

Listas inteligentes

O iTunes tem um recurso bastante interessante, chamado “listas inteligentes” (smartlists). A partir dos atributos das músicas, você pode selecioná-las para compor coletâneas. É possível selecionar músicas a partir de 43 atributos diferentes, desde Agrupamento até Última reprodução.
Como falei acima, antes do iTunes Match, eram “apenas” 42 atributos. Agora você pode diferenciar suas músicas pelo atributo Estado do iCloud. Isso permite, combinado com outros atributos, a criação de listas mostrando apenas o que falta converter para AAC, as que acabaram de ser convertidas, etc.
Abaixo, deixo algumas combinações úteis destas variáveis para você brincar um pouco.

iPhone Hoje 83: Segredos do iTunes Match

Neste screencast, dou algumas dicas sobre o novo serviço da Apple, o iTunes Match, cujo propósito é combater a pirataria digital de músicas.
Sou assinante desde o primeiro dia em que apareceu a opção para nós.
Por um Bug da Apple, vários países puderam realizar assinatura. No entanto, a sério mesmo, o serviço só funciona nos EUA e no Brasil. Todos os assinantes de outros países tiveram seu crédito reembolsado.
Aqui você vai aprender os limites e as possibilidades do serviço, a contornar alguns desses limites para tirar o maior proveito possível do seu investimento.

Mais do que uma Smart Cover: Skinny para iPad

Um bom investimento que fiz na segurança do meu iPad foi esta capinha Skinny para iPad 2. Ela tem algumas das propriedades da Smart Cover, como servir como stand e como base para digitação.

Além disso, ela tem a trava magnética, pondo o iPad em modo sleep automaticamente quando fechada.

A maior vantagem é que protege a traseira do iPad, além de oferecer um ângulo mais generoso que o da cobertura original do gadget, para digitar.

A capa é revestida em veludo, com costuras internas aparentes. O encaixe do iPad, no entanto, é em plástico, e bem poderia ser de um material mais resistente, como fibra de carbono ou poliuretireno, por exemplo. Tirando este detalhe, parece acoplar-se firmemente ao iPad.

Um outro detalhe interessante é poder ser apoiada no colo com mais conforto do que a smart cover, uma vez que o conjunto tem mais volume.

Além disso, ela é leve, e não aumenta muito o peso do conjunto. É toda revestida de tecido, adicionando um toque sofisticado e retrô ao tablet mágico.

Custou R$ 220,00, e certamente terá o efeito de deter o arranhamento progressivo, já em curso, da traseira do meu iPad, e com elegância, ainda por cima. mais Apple like, impossível…

Se você é hard user, e tem bom gosto, recomendo.

Steve Jobs renuncia à posição de CEO da Apple

Hoje, quarta-feira, 24 de agosto de 2011, Steve Jobs escreveu uma carta para a Diretoria da Apple:

Para a diretoria da Apple, e a comunidade Apple:

Eu sempre disse que se houvesse um dia em que eu não mais pudesse cumprir com meu dever e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a lhes contar. Infelizmente este dia chegou.

Por meio desta, eu renuncio ao cargo de CEO da Apple. Eu gostaria de servir, se a Diretoria considerar adequado, como Chairman da Diretoria, e funcionário da Apple.

Sobre a minha sucessão, e recomendo fortemente que executemos nosso plano de sucessão, nomeando Tim Cook como CEO da Apple.

Eu acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple ainda estão à sua frente. E eu espero ansiosamente assistir e contribuir para seu sucesso em um novo papel.

Fiz alguns de meus melhores amigos na Apple, e agradeço a todos pelos muitos anos em que fui capaz de trabalhar com vocês.

Steve

Esperamos que sejam ainda muitos anos acompanhando o enorme sucesso que você promoveu, Steve.

A Comunidade Apple.

(via Mac Rumors)

Evernote para iOS atualizado com novidades há muito esperadas.

O Evernote é um serviço incrível. A idéia genial do serviço não é apenas conduzir digitalizar pensamentos, idéias, imagens, documentos. Isso já o faziam outros programas, em ambientes com windows ou mac. O grande diferencial do serviço é ter versões de seus aplicativos para virtualmente todas as plataformas atualmente em uso no mercado.

Existem versões do cliente evernote para cada uma das plataformas de computação, móveis ou não. Mac, Windows, PC, Linux, Android, iOS.

Além desta onipresença, todas as anotações do usuário são armazenadas na nuvem, ficando ao alcance de uma conexão à Internet.

Os aplicativos não são realmente aquele primor de design, mas são bastante funcionais, e estão em contínuo desenvolvimento.

Recentemente, o Evernote realizou sua primeira aquisição de uma outra empresa: comprou o Skitch, um aplicativo para Mac OS X de anotações visuais. Após o negócio fechado, o aplicativo tornou-se gratuito na Mac App Store, refletindo a estratégia “freemium” da startup: eles não vendem software. O negócio deles é captar assinantes pagos, que sustentam o modelo gratuito para os usuários não pagantes, que certamente são a maioria.

O aplicativo para iOS estava comendo a poeira de sua versão android, na medida em que não permitia que seus usuários criassem ou editassem conteúdo em “rich text”, ou seja, com opções básicas de formatação. Tudo o que os usuários podiam fazer era adicionar conteúdo em texto puro. Isso mudou desde hoje, quando tornou-se disponível, após uma longa espera, a versão 4.1.0 na app store.

Como publiquei mais cedo no twitter, o aplicativo saiu da minha pasta “notas” e ganhou um lugar de honra em meu dock, no iPad: ficou bem mais bonito e funcional. A interface foi redesenhada, e se tornou mais fluida e leve.

Ainda há melhorias possíveis: tenho ganas de abrir um dos blocos de notas com um movimento de pinça, similar ao que uso para ver os detalhes de uma pasta de feeds no Reeder, aplicativo matador para leitura de notícias, ganhador de diversos prêmios de design e funcionalidade. Sou assinante prêmium agora pelo segundo ano consecutivo e não me arrependo: muitas árvores deixaram de morrer, pelo uso progressivamente menor de papel, graças a aplicativos como o Evernote.

Seu propósito declarado é ser uma extensão do cérebro, de modo que buscar algo torna-se uma ação corriqueira.

Além da maior taxa de transferência, assinantes prêmium ganham também um ágil e eficaz reconhecimento ótico de caracteres em imagens e PDFs de imagem: isso significa que, se você escanear um documento com o DocScanner e enviá-lo via PDF para o Evernote, vai poder encontrar o seu conteúdo em uma busca de texto.

Continua cada vez melhor. E pelo mesmo preço matador: ZERO Obamas. Uma bagatela! :)