Category: Blog

Postagens sem conteúdo de mídia

PDF Expert — o melhor leitor (e marcador) de PDFs da App Store

Sou usuário do PDF Expert desde pouco depois de seu lançamento. Quando o comprei, em dezembro de 2010, estava buscando um app que me permitisse o preenchimento de formulários PDF no iPad.

Testei várias alternativas, incluindo o novo PDFPen, da Smile Software, cujo app para Mac eu já usava, para produzir os formulários PDFs que tinha necessidade de preencher.

Mas, para lidar com PDFs longos, incluindo aqueles com imagens, o PDFPen tem um ligeiro atraso na renderização, que prejudica a experiência de leitura. Isso não acontece com o PDF Expert.

Não sei se há uma renderização contínua, mas, dos apps que testei, é o que oferece o fluxo mais natural de leitura, a resposta mais imediata.

Dá para fazer diversos tipos de ações no PDF, incluindo assinatura, grifo e marcador de texto. Pode exportar o documento para outro app, via e-mail, dropbox, ou qualquer servidor DropDav.

Na verdade, o próprio app funciona como um servidor DropDav, que pode ser montado no Mac (Ou no windows) como uma pasta de rede, para que você transfira seus arquivos para lá com a maior facilidade.

A Readdle, empresa que faz o PDF Expert, concedeu ao iTH um promocode, que estamos sorteando entre os ouvintes que curtiram a página no Facebook. O preço do App na App Store é $ 9,99, então, é um belo presente.

Para participar, basta curtir a página do iTech Hoje no Facebook. O Ganhador será anunciado no iTH16, e receberá o código via DM no Twitter (tem que estar seguindo nosso perfil no twitter também ;-) ).

Um grande abraço, e se você for como eu, e passar o carnaval lendo, é uma boa pedida, para ler seus PDFs…

Fluxo de Trabalho para a produção do iTech Hoje

Algumas pessoas me escrevem pedindo para publicar meu fluxo de trabalho no iPhone Hoje e iTech Hoje. Essa é minha receita pessoal. Vladimir Campos, quando edita, usa outras ferramentas, embora tenhamos combinado alguns padrões para a compressão, usando o consagrado Garage Band para editar e exportar o arquivo final.

Ferramentas

Vamos aos programas que uso para a gravação:

Passos

Sequencialmente, fazemos o seguinte:

  • Gravação
  • Mixagem
  • Edição
  • Exportação
  • Publicação

Juntando tudo

Caso seja um episódio solo, (do tipo que tem se tornado raro nestes dias) a gravação é realizada direto no Garage Band. Na maioria das vezes, hoje em dia, o primeiro passo na gravação de um podcast, mesmo se for iPhone Hoje, é ligar o Skype.

O Excelente Audio Hijack Pro, da Rogue Amoeba, captura o áudio do Skype, separando a minha faixa da dos demais participantes do Podcast. A saída deste processo é um arquivo estéreo, com minha voz à esquerda e a do pessoal à direita (ou o contrário, tanto faz). A importância deste passo é realizar certas operações apenas na minha voz, que geralmente, quando é gravada em mono a partir da captura do Skype fica em um volume muito baixo em relação às outras (não sei exatamente por quê).

Este arquivo estéreo é então importado no audacity, um programa open source e multiplataforma para edição de áudio. No audacity, separo a faixa estéreo em duas mono, exporto a faixa correspondente à minha voz (em formato AIFF, descomprimido), e a passo pelo Levelator, um programa “mágico”, que só faz uma coisa: Aumentar o volume de tudo o que é voz, e diminuir tudo o que é ruído de fundo. É um programa gratuito, desenvolvido pela Conversations Network, uma rede americana de podcasts.

O próximo passo é apagar, no audacity, a faixa mono correspondente à minha voz (a que foi gravada com volume reduzido) e importar a que foi processada pelo levelator. Nem preciso me preocupar com a sincronia, pois o tamanho final da faixa, sua duração, e seu tempo é exatamente igual à faixa original, exceto pelo volume da fala (percebido pela espessura da ‘onda’ representada visualmente na janela do audacity).

A partir daí, exporto o projeto do audacity inteiro em AIFF. A saída desse processo é o arquivo que será editado no Garage Band. Após a edição, na qual corto os silêncios excessivos, nossas gagueiras e excessos verbais, e introduzo efeitos “engraçadinhos” e músicas, o episódio está pronto para ser exportado para o iTunes.

Nossos settings padrão, do iTech Hoje, são qualidade máxima no arquivo MP3, pois a compressão desse tipo de arquivo é muito deficiente, necessitando menor compressão para uma melhor qualidade. Como é um formato universal de distribuição de arquivos de áudio na internet, decidimos em seu favor, em detrimento do AAC, que restringiria a audiência àqueles com dispositivos capazes de reproduzir este formato (embora poucos hoje em dia não possuam essa funcionalidade).

Após a exportação, localizo o arquivo MP3 resultante no finder e envio para a pasta de podcasts do iTech Hoje, usando o cliente de FTP Flow. Normalmente, o post já vai ter sido preparado, com todos os links, pelo Otavio Cordeiro, portanto, a única coisa que me resta fazer depois é publicar o episódio.

Gostou do meu fluxo de trabalho? Faz diferente? Comenta aí embaixo! ;-)

iTunes Match: como usar o novo serviço da Apple

Essa semana, tivemos uma notícia boa, e outra ruim, com a Apple. A boa é que somos o segundo país do planeta a ter o iTunes Match disponibilizado. Como não somos lá o mercado preferido da gigante de Cupertino, o cego desconfia dessa esmola excessiva: deve ter a ver com os índices de pirataria digital do Brasil, que estão entre os maiores do mundo. A má notícia são os preços dos iPhones, mas vou deixar para falar disso em outro post.
Ainda assim, o serviço é muito bom, e o preço, atrativo. Para quem curte muito música, como eu, indispensável. Custa 30 dólares por ano. Por este valor, pega seus mp3 de 128kbps, analisa, compara com o acêrvo da iTunes Music Store brasileira, outro serviço disponibilizado para nós no começo da semana passada, e lhe entrega um novo atributo para cada música da sua biblioteca: Estado do iCloud.
Este atributo varia entre quatro resultados fixos: Disponibilizado, Comprado, Carregado e Inadequado.

Disponibilizado

Significa que as suas músicas tiveram match, ou seja, encontraram correspondência com cópias músicas da iTunes Store. E por que isso é bom? porque a maioria das músicas que você pirateou ripou, têm taxa de bits entre 128 e 320 kbps e são em formato mp3, ou seja, as deles (AAC, 256kbps) soam melhores. Claro que você pode já ter ripado suas músicas em formato aac com taxa de bits 256kbps, ou até 320kbps. Neste caso, você não precisaria do serviço. Por este motivo, a Apple foi criticada por dar alforria aos piratas digitais, ou mesmo incentivar a pirataria, pela bagatela de 30 Obamas. Acontece, que, além dessa “mágica” com as músicas, a Apple também guarda as remanescentes na nuvem. O iTunes Match é parte do projeto iCloud.

Note que, quando você assina o serviço, suas músicas não se transformam “automagicamente” em AAC: você precisa removê-las manualmente, e dar o comando para baixá-las novamente. Explico como fazer isso no screencast abaixo:

Agora, quando você apaga uma música, não apaga a “roupa” dela no iTunes, ou seja, tags, imagens de capa, letras. Apenas o arquivo vai para o ralo. Quando você manda descer outro quentinho da nuvem para você, as tags e a arte do álbum a serem utilizados não serão os da iTunes Store, serão os seus.

Comprado

Obviamente, só ganham este estado as músicas que você comprou. Steve Jobs, antes de partir para seu destino no além, prometeu que o iTunes Match trataria as músicas “disponibilizadas” com o mesmo status das compradas, mas não é bem assim: você pode não pagar a gorjeta do ano que vem, e a Apple graciosamente atirará suas preciosas ripagens no limbo escuro da Internet. Quanto à sua música comprada, estará eternamente armazenada no iCloud à sua disposição. Ou assim querem nos fazer acreditar os mantras da era digital (E as mega fazendas digitais de servidores da Apple).

Carregado

A essa altura, você já deve ter deduzido que, aquelas músicas que – por algum motivo – não puderam ser disponibilizadas na iTunes Music Store, precisam também ser armazenadas na nuvem. Afinal, o iTunes Match é um serviço de armazenamento ilimitado. Você leu certo: ilimitado. O espaço ocupado pelas suas músicas não é contabilizado nos 5GB grátis do iCloud. Se você não tivesse nenhum motivo para assinar o iCloud, este seria um relevante. A não ser que você seja um audiochato que só escuta músicas em formato lossless. Se for, não assine, pois parte do seu acêrvo digital não será armazenado na nuvem (a maior parte, graças ao acêrvo planetário da iTunes Music Store).
Estas músicas só estarão presentes no seu sistema de armazenamento local, e se forem apagadas acidentalmente, serão substituídas por cópias “inaudíveis” em AAC 256 kbps.

Inadequado

Estas são músicas com taxa de bits abaixo de 128kbps. Pode haver alguma limitação técnica que desconheço para este bloqueio, mas o que parece é que músicas com taxas de bits inferiores a 128kbps são provavelmente baixadas de algum site vagabundo, destes que ficam pedindo o número do seu celular para você roubar conteúdo e bancar o “trabalho” deles.
No entanto, é perfeitamente possível contornar este problema. No vídeo acima, também explico como contornar este problema.

Listas inteligentes

O iTunes tem um recurso bastante interessante, chamado “listas inteligentes” (smartlists). A partir dos atributos das músicas, você pode selecioná-las para compor coletâneas. É possível selecionar músicas a partir de 43 atributos diferentes, desde Agrupamento até Última reprodução.
Como falei acima, antes do iTunes Match, eram “apenas” 42 atributos. Agora você pode diferenciar suas músicas pelo atributo Estado do iCloud. Isso permite, combinado com outros atributos, a criação de listas mostrando apenas o que falta converter para AAC, as que acabaram de ser convertidas, etc.
Abaixo, deixo algumas combinações úteis destas variáveis para você brincar um pouco.

Mais do que uma Smart Cover: Skinny para iPad

Um bom investimento que fiz na segurança do meu iPad foi esta capinha Skinny para iPad 2. Ela tem algumas das propriedades da Smart Cover, como servir como stand e como base para digitação.

Além disso, ela tem a trava magnética, pondo o iPad em modo sleep automaticamente quando fechada.

A maior vantagem é que protege a traseira do iPad, além de oferecer um ângulo mais generoso que o da cobertura original do gadget, para digitar.

A capa é revestida em veludo, com costuras internas aparentes. O encaixe do iPad, no entanto, é em plástico, e bem poderia ser de um material mais resistente, como fibra de carbono ou poliuretireno, por exemplo. Tirando este detalhe, parece acoplar-se firmemente ao iPad.

Um outro detalhe interessante é poder ser apoiada no colo com mais conforto do que a smart cover, uma vez que o conjunto tem mais volume.

Além disso, ela é leve, e não aumenta muito o peso do conjunto. É toda revestida de tecido, adicionando um toque sofisticado e retrô ao tablet mágico.

Custou R$ 220,00, e certamente terá o efeito de deter o arranhamento progressivo, já em curso, da traseira do meu iPad, e com elegância, ainda por cima. mais Apple like, impossível…

Se você é hard user, e tem bom gosto, recomendo.

Steve Jobs renuncia à posição de CEO da Apple

Hoje, quarta-feira, 24 de agosto de 2011, Steve Jobs escreveu uma carta para a Diretoria da Apple:

Para a diretoria da Apple, e a comunidade Apple:

Eu sempre disse que se houvesse um dia em que eu não mais pudesse cumprir com meu dever e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a lhes contar. Infelizmente este dia chegou.

Por meio desta, eu renuncio ao cargo de CEO da Apple. Eu gostaria de servir, se a Diretoria considerar adequado, como Chairman da Diretoria, e funcionário da Apple.

Sobre a minha sucessão, e recomendo fortemente que executemos nosso plano de sucessão, nomeando Tim Cook como CEO da Apple.

Eu acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple ainda estão à sua frente. E eu espero ansiosamente assistir e contribuir para seu sucesso em um novo papel.

Fiz alguns de meus melhores amigos na Apple, e agradeço a todos pelos muitos anos em que fui capaz de trabalhar com vocês.

Steve

Esperamos que sejam ainda muitos anos acompanhando o enorme sucesso que você promoveu, Steve.

A Comunidade Apple.

(via Mac Rumors)

Evernote para iOS atualizado com novidades há muito esperadas.

O Evernote é um serviço incrível. A idéia genial do serviço não é apenas conduzir digitalizar pensamentos, idéias, imagens, documentos. Isso já o faziam outros programas, em ambientes com windows ou mac. O grande diferencial do serviço é ter versões de seus aplicativos para virtualmente todas as plataformas atualmente em uso no mercado.

Existem versões do cliente evernote para cada uma das plataformas de computação, móveis ou não. Mac, Windows, PC, Linux, Android, iOS.

Além desta onipresença, todas as anotações do usuário são armazenadas na nuvem, ficando ao alcance de uma conexão à Internet.

Os aplicativos não são realmente aquele primor de design, mas são bastante funcionais, e estão em contínuo desenvolvimento.

Recentemente, o Evernote realizou sua primeira aquisição de uma outra empresa: comprou o Skitch, um aplicativo para Mac OS X de anotações visuais. Após o negócio fechado, o aplicativo tornou-se gratuito na Mac App Store, refletindo a estratégia “freemium” da startup: eles não vendem software. O negócio deles é captar assinantes pagos, que sustentam o modelo gratuito para os usuários não pagantes, que certamente são a maioria.

O aplicativo para iOS estava comendo a poeira de sua versão android, na medida em que não permitia que seus usuários criassem ou editassem conteúdo em “rich text”, ou seja, com opções básicas de formatação. Tudo o que os usuários podiam fazer era adicionar conteúdo em texto puro. Isso mudou desde hoje, quando tornou-se disponível, após uma longa espera, a versão 4.1.0 na app store.

Como publiquei mais cedo no twitter, o aplicativo saiu da minha pasta “notas” e ganhou um lugar de honra em meu dock, no iPad: ficou bem mais bonito e funcional. A interface foi redesenhada, e se tornou mais fluida e leve.

Ainda há melhorias possíveis: tenho ganas de abrir um dos blocos de notas com um movimento de pinça, similar ao que uso para ver os detalhes de uma pasta de feeds no Reeder, aplicativo matador para leitura de notícias, ganhador de diversos prêmios de design e funcionalidade. Sou assinante prêmium agora pelo segundo ano consecutivo e não me arrependo: muitas árvores deixaram de morrer, pelo uso progressivamente menor de papel, graças a aplicativos como o Evernote.

Seu propósito declarado é ser uma extensão do cérebro, de modo que buscar algo torna-se uma ação corriqueira.

Além da maior taxa de transferência, assinantes prêmium ganham também um ágil e eficaz reconhecimento ótico de caracteres em imagens e PDFs de imagem: isso significa que, se você escanear um documento com o DocScanner e enviá-lo via PDF para o Evernote, vai poder encontrar o seu conteúdo em uma busca de texto.

Continua cada vez melhor. E pelo mesmo preço matador: ZERO Obamas. Uma bagatela! :)

AirBeam de graça na App Store! Excelente app de streaming de vídeo da câmera de um iTreco para outro!

Check out this application on the App Store:

Cover Art

AirBeam

Heiko Straulino

Category: Photography

Updated: Jun 11, 2011

iTunes for Mac and Windows
Please note that you have not been added to any email lists.
Copyright © 2011 Apple Inc. All rights reserved

Alexandre Costa

Via iPad

Alexandre Costa Postado via e-mail do iPhone Hoje

Kindle para iOS atualizado. Novidades matadoras.

Finalmente! Quase um mês depois do ultimato representado pela mudança nos termos de contrato da App Store com os desenvolvedores, a Amazon atualizou seu aplicativo Kindle para iPads, iPhones e iPods touch.
Além da obrigação (retirar o botãozinho da loja online), a Amazon ainda nos brindou com a aguardada assinatura de jornais e revistas nos dispositivos iOS. É muito bom no Kindle, mas imagina com cores e conteúdo de alta resolução, como consta na descrição da atualização!
Além disso, ele permite o compartilhamento de conteúdo através do twitter e do facebook, tal como no e-reader dedicado da Amazon. Isso confirma o foco da empresa na venda de conteúdo: O hardware que você usa para ler é irrelevante.
O Kindle para iOS pesa míseros 8,2MB e custa ZERO dólares na app store. Tá esperando o quê? Vai pegar o seu!

OS X Lion, Lunik 9 e o fim das minhas noites sem luar

Há alguns anos, quando eu era mais jovem e tinha mais tempo, eu costumava passar noites em claro em algum projeto geek ligado a informática.

Como eu nunca trabalhei com isso, sempre foi por pura diversão. Nem sempre terminava bem: Na maioria das vezes envolvia a instalação de Linux (que está fazendo 20 anos este ano, é meio doloroso lembrar), ou outro sistema operacional obscuro baseado em Unix que tinha saí­do em alguma revista.

Na época eu pensava: “puxa, que revolução. Um sistema operacional vendido a preço de revista, que eu posso instalar de graça na minha máquina”.

O que eu chamava de “máquina” era um PC X86 que tinha sido comprado com alguma versão irritante de windows, que tinha que ser mantida funcional, como parte do desafio noturno, pois também era usada para trabalho.

Muitos backups e dores de cabeça depois, horas a fio sem sono, e esta única condição tinha que ser obtida a partir da lenta restauração de um backup.

E tinha gente, como eu, que achava isso divertido. A maioria dos outros mortais, como a minha mulher, por exemplo, não entendia como um computador podia ser muitas vezes mais atraente que a cama, com tudo de bom que ela oferece (ainda bem que ela teve paciência, e essas noites geek ficaram mais raras ao longo dos anos).

Hoje, durante a instalação do Lion, fiquei com a impressão de que algo se perdeu. Como assim, não perdi dados? Como assim, não precisei recorrer a um backup? Como assim, meio dia já estava tudo ok, se o download foi disponibilizado às 10:00 da manhã?

Isso tudoé incrível, mas não deixa de me causar uma ponta de nostalgia. Gilberto Gil escreveu em fins de 1969: “Poetas, seresteiros, namorados, correi! É chegada a hora de escrever e cantar, talvez as derradeiras noites de luar”, para referir-se à  chegada dos homens à  lua. Senti algo que bem poderia ser descrito pelo mesmo mote.

O novo gato gigante da maçã é mesmo muito bonito. Suas novas funções são muito interessantes. A Apple, como sempre, sem medo de perder usuários em seu salto para o futuro, muda coisas que parecem banais, como a direção da rolagem de conteúdo, por exemplo, mas que exigem um enorme esforço de adaptação.

A Apple quer que o mac vire um iPadão.

Mas o que me deixa mais impressionado, é a segurança com que o processo foi conduzido. Então eu me lembrei do que dava errado nas minhas noitadas geek, e pensei o quanto estar certo deve ser solitário para Steve Jobs.

No final da noite, alguma incompatibilidade de hardware sempre criava um obstáculo intransponí­vel entre eu e a máquina – um mapa do teclado inadequado, por exemplo – o que me fazia ir dormir para voltar ao problema renovado na noite seguinte. Isso é previsí­vel, já que o Linux –  e outros Unix populares que vieram na sua trilha, como o BSD Unix (que É o motor por baixo do capô do OS X Lion, como de todos os outros gatos da Apple) – foram projetados tendo em mente uma quantidade enorme de periféricos e CPUs. Aberto, democrático, e caótico.

Em nome dessa facilidade que vi hoje, e em benefício de pessoas que, de outro modo, jamais usariam um computador, a Apple decreta o fim do caos, acabando com a democracia e a abertura, e centralizando todo o poder nas mãos de um um déspota esclarecido.Deu tão certo que a recente e dolorosa luta de Jobs contra o câncer tem provocado dúvidas e incertezas a respeito de sua sucessão.

Esta é outra dificuldade com reinados áureos: eles terminam junto com o rei. Mas a Apple parece ter assimilado um modus operandi, derivado do funcionamento obssessivo, ordenado e disciplinado de Steve Jobs, que pode ir além de sua morte entregando sonhos às pessoas.

Mas, uma coisa é certa: vale a pena, ainda que seja pelo espaço de tempo da vida de um homem, ver algo funcionar tão bem quanto funciona um iPad, ou o novo gato gigante de Cupertino.

Vida Longa e Prosperidade a Steve Jobs e seu legado: eles me tiraram o prazer da incerteza das minhas noitadas geek, mas deram à minha sogra (que adquiriu meu iPad 01, ajudando-me a adquirir o 02) um computador que faz o que ela precisa que ele faça, sem tirar seu sono para isso.

Reconquistando o espaço perdido no seu iPad

Esta é uma dica que parece óbvia. Claro que se seu iPad for de 16 Gigas, por exemplo, se você puser muitas músicas e vídeos, vai ficar sem espaço rapidinho.

Arquivos ocultos do iPad
Arquivos ocultos do iPad

Como eu optei pelo iPad de 16 Gigabytes, nunca fiz sincronia de vídeo ou mesmo música, ficando com o compartilhamento de biblioteca do iTunes (em casa) e usando meus outros iTrecos quando estou em trânsito. O meu iPad, porém, rapidamente ficou lotado, com vários GB dedicados a… Apps? Apaguei os jogos maiores; Nada.

Então me dei conta de uma coisa nada óbvia: os arquivos que usamos dentro dos programas.
Baixei livros que chegavam a 700MB, por conterem imagens, ou por serem, eles mesmos, PDFs de imagens.
Assim, programas como o excelente GoodReader, programas de leitura de quadrinhos como Marvel, DC, Comic Zeal ou o PDFExpert, ou mesmo o Papers, silenciosamente vão roubando espaço silenciosamente, e o indicador disso não é óbvio, no iTunes: A lista de aplicativos e seus arquivos geralmente fica abaixo da tela de instalação, necessitando de pelo menos uma rolagem de tela para ficar aparente.

Após fazer backup de meus dados através da janela de documentos dos aplicativos, economizei 6GB. Quem sabe não seja isso que você precisa, pra deixar seu iPad mais leve…